[...] A questão é que tudo mudou. E eu sei que eu deveria estar acostumado com tudo isso, afinal a vida sempre foi e sempre será assim, surpresa pós surpresa.
Tudo ficou mais evidente nos meus dezessete. O ensino médio já estava findando e um sentimento de abandono e saudade começou adentrar meu coração. Vagarosamente a visão de todos seguindo caminhos distintos foi me afogando, e quando o fim chegou, tudo que eu tinha pra pensar era: Porque eu não aproveitei mais?
Hoje, aos 19, depois de tantos livros, séries e situações, eu enfim pude compreender um pouco mais como funciono. O que passou já foi, já era, não tem mais volta. Se martirizar por aquilo que não aproveitamos mais é perca de tempo e nos faz um mau danado. A real é que cada lembrança, seja boa ou ruim faz parte da gente. As ruins a gente emolda na alma pra deixar mais forte, e as boas bem... A gente guarda no peito, porque lá a saudade vira gratidão por ter vivido o que viveu.
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