[...] é que eu preciso escrever pra poder respirar.
Me debulhar em mil palavras é o que dá folego para nadar contra a correnteza.
A tinta que escorre é vermelha e o perfume que exala é ferrugem.
O branco que preencho, hoje, é o do meu olhar.
Nada mais me resta.
Tudo em mim é letra.
Sou frase sob frase.
Emaranhado de rabiscos e de verdades.
E não há nada que me apague,
Nada me reduz,
sou feito de contos inacabados,
poesias baratas,
frase pensada em botequim.
Nada é légivel em mim,
Senão a certeza que dia após continuarei sendo letra,
escrita por quem? Imagina
Nenhum comentário:
Postar um comentário