quinta-feira, 17 de novembro de 2016

[...] é que eu preciso escrever pra poder respirar. 
Me debulhar em mil palavras é o que dá folego para nadar contra a correnteza. 
A tinta que escorre é vermelha e o perfume que exala é ferrugem.

O branco que preencho, hoje, é o do meu olhar.

Nada mais me resta.
Tudo em mim é letra.
Sou frase sob frase.
Emaranhado de rabiscos e de verdades.

E não há nada que me apague, 
Nada me reduz,
sou feito de contos inacabados,
poesias baratas,
frase pensada em botequim.

Nada é légivel em mim,
Senão a certeza que dia após continuarei sendo letra,
escrita por quem? Imagina


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