[...] Tenho tentado respirar, mas o ar tornou-se rarefeito aqui meio essa escuridão que tornou-se o teu abraço. Minhas mãos procuram salvação, mas escorre-me pelos dedos a certeza que você ainda é aquele que um dia eu idealizei. Tuas mãos são frias e agora aquele incêndio constante que havia entre nós morreu em cinzas. Mil questionamento percorrem em alta velocidade dentro de mim, mas há um que não cansa de me torturar: Porque?
E por mais que eu tente pensar em todas as possíveis respostas, a única que parece a mais correta é que o que havia entre nós não era amor, era paixão. Fogo passageiro. Contrato de prazer que sempre acaba em cicatrizes profundas.
Foi bom, mas gradativamente o que era pra ser luz, tornou-se escuridão. De repente as palavras cessaram, o brilho se apagou e então os corpos se distanciaram, o coração também, e até a mente que é a mais teimosa de todas as minhas partes percebeu que pouco a pouco, como um veneno que nós sufoca, tua presença foi me matando como quem tem prazer, e hoje olhando no espelho percebo que você deixou muito mais que só memorias.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Carta roubada 01
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