[...] Tentando não ser só mais um, insisto em caminhar no desconhecido. É incrível a vista daqui, apesar do céu nem sempre estar limpo e o medo as vezes vir me vistar, mas mesmo assim, tudo aqui vale a pena, seja inverno ou verão, dia ou noite, a presença e paz de estar ao lado daquele que me criou me traz um novo ar, uma nova visão, uma nova vida.
Palavras são totalmente ínfimas para expressar tudo aquilo que sinto quando estou andando de mãos dadas a ele. Tudo se transforma. O fardo pesado agora não me assusta mais. Onde a planta de seus pés pisa tudo novo se faz. Dele emana uma força abrasadora, feroz, mas ao mesmo tempo calma, que me consola, me restaura e me ensina.
Tem o tempo na palma das mãos e toda a existência dentro de si. Carrega consigo inúmeros fardos, todos de seus filhos teimosos, mas sentido sua presença, seu amor, é fácil notar que o peso é totalmente insignificante. Sua missão é amar e ensinar o amor ao seu filhos, que insistem em duvidar do seu poder, da sua missão, do seu amor.
E quando questiono sobre sua paciência ele me responde sereno: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito será aniquilado."
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