terça-feira, 9 de agosto de 2016

Carta 05

[...] É impossível querer mesurar o que eu sinto quando eu tenho você sob a visão dos meus olhos. Tudo que eu posso ao menos tentar imprimir em palavras é que você é um misto de paz e caos, que me ouriça e me faz sonhar de olhos abertos.
O tempo reduz a velocidade.
O céu muda de tom. 
E basta um simples sussurrar de palavras e todas as minhas defesas vão ao chão.

Talvez você seja o meu fim.
O belo entrelaçado ao perigo.
Mas é tão bom poder ao menos pensar em futuro enlaçado ao teu.

Agora, acá estou eu, tentando não pensar em você, 
mas todas as vezes que meus olhos cessam, 
é você que eu vejo,
envolvida entre mil memorias imaginarias,
e constantemente relaxada,
como se o mundo à esperasse e o peso da realidade não lhe magoasse as costas.

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